VINHOS CATTACINI  
  Merlot Cattacini 2011  
  Peverella Cattacini 2014  
  Clos Cattacini - Gewurztraminer 2014  
  Espumante Rosé
Nature Cattacini 2015
 
  Barbæra - Barbera Cattacini 2015  
  Quíron - Chardonnay Cattacini 2015  
  Vale do Luar - Chenin Blanc Cattacini 2015  
  Espumante Azzul Cattacini Extra-Brut  
  Clos Cattacini - Trebbiano Romagnolo 2014  
  Espumante Santiago
Extra-Brut
 
 
LINHA ZUIM

 
  Zuim Tinto 2013  
  Zuim Espumante Brut  
 
VINHOS PERSONALIZADOS

 
  Rosé La Sagrada Familia - Cattacini 2017  
  ABW - Cattacini - Ribolla Gialla - Fiano 2017  
     

 

Cabernet Sauvignon

Em 1913, já era cultivada experimentalmente pelo Instituto Agronômico e Veterinário de Porto Alegre. As primeiras tentativas de sua difusão comercial no Rio Grande do Sul ocorreram nas décadas de 1930 e 1940. Entretanto, foi a partir do final da década de 1980, com o incremento da produção de vinhos varietais, que esta variedade ganhou expressão no estado. Vários clones procedentes da França, da Califórnia, da Itália e da África do Sul foram trazidos para a formação dos novos vinhedos. Atualmente é a vinífera tinta mais importante do estado.

É uma variedade que tem sua origem no Gironde, Bordeaux. A Cabernet Sauvignon é o resultado do cruzamento natural da Cabernet Franc com a Sauvignon Blanc. Hoje uma das variedades que mais se espalhou pelo mundo, produz vinhos concentrados, tânicos e que suportam longos períodos de envelhecimento.

A Merlot e a Cabernet Sauvignon são descendentes da Cabernet Franc, logo estas variedades são meia-irmãs.

Outros estudos de DNA mostraram que a Sauvignon Blanc e a Chenin Blanc são irmãs, filhas da Savagnin (Traminer) e de outra variedade desconhecida. Isto mostra que a Cabernet Sauvignon é sobrinha da Chenin Blanc, do Vale do Loire, e neta da Savagnin, do nordeste da França ou sudoeste da Alemanha.

Trata-se de uma variedade que floresce tardiamente e amadurece meio a tardiamente. Adequada a solos pedregosos, com boa drenagem, preferencialmente ácidos e com boa exposição. Muito suscetível à doenças fúngicas, que afetam a parte lenhosa, e ao oídio. Os cachos são pequenos e azulados.

Graças ao pequeno tamanho das bagas e a espessura de suas cascas os vinhos são escuros, tânicos e relativamente acídulos. Os principais descritores aromáticos são: pimentão verde, especialmente quando a uva não está muito madura, cassis, cedro, grafite, ameixa, coco, baunilha, couro, chocolate e tabaco.

Uma das variedades que apresenta os maiores níveis de polifenóis. Por este motivo os vinhos produzidos com a Cabernet Sauvignon tendem a ser muito estruturados, tânicos e com médio corpo, que é ideal para os cortes com a Merlot e a Cabernet Franc, responsáveis em adicionar à mistura corpo e fruta. Também são utilizadas a Petit Verdot, a Malbec (Cot) e ocasionalmente a Carmenère.

Na França, em 2009, é a quarta mais plantada ficando atrás da Merlot, Grenache e Syrah. Na região de Bordeaux é a segunda, logo atrás da Merlot, que apresenta uma área plantada três vezes maior.


Merlot

Os registros da Estação Experimental de Caxias do Sul informam que na década de 1920 a Merlot já era cultivada no município por viticultores pioneiros no plantio de castas finas. Foi uma das variedades básicas para a Companhia Vinícola Rio Grandense firmar o conceito dos seus vinhos finos varietais em meados do século passado. Tornou-se a partir da década de 1970, uma das principais viníferas tintas do Rio Grande do Sul.

Trata-se de uma das variedades mais plantadas no mundo e na França, em 2009, a número um, sendo as maiores concentrações a grande região de Bordeaux e o Langedoc-Roussillon.

Estudos recentes de DNA comprovam que a Merlot tem como pai a Cabernet Franc e mãe a desconhecida Magdaleine Noir des Charentes. A sua origem é incerta, mas pode ser a região do Gironde ou o sudoeste francês ou do País Basco.

Trata-se de uma variedade precoce, floresce cedo e amadurece meio tardiamente. Adequada a solos argilo-calcáreos, apresenta vigor moderado a intenso.

Suscetível ao míldio e à podridão cinza, botrytis. Apresenta tendência à coulure e polifenóis de alta qualidade (taninos e antocianos) herdados da Cabernet Franc e a precocidade e a fertilidade da Magdaleine Noir des Charentes.

Por ser mais fácil de amadurecer, mesmo em anos mais frios é mais plantada que a Cabernet Sauvignon. E devido ao parentesco com a Cabernet Sauvignon e a Cabernet Franc pode apresentar, embora sempre menos, toques herbáceos quando não completamente madura.

Em geral uma grande proporção de Merlot plantada no mundo é cortada com ambas as Cabernets ou com uma delas de modo a aportar fruta e corpo, contrabalançando, assim, os taninos: fornece carne aos ossos das Cabernets.

Vinhos feitos de Merlot apresentam mais obviamente fruta e taninos menos agressivos de modo que podem ser bebidos mais jovens do que os provenientes de Cabernets. Tipicamente apresentam ameixa doce e variam entre vinhos fáceis e aveludados.

A Merlot tem afinidade com o Pomerol, margem direita do Gironde, porque nestas áreas o clima é mais frio que nas outras áreas, especialmente na margem esquerda, como o Médoc e Graves. Já a Cabernet Franc amadurece depois da Merlot e antes da Cabernet Sauvignon, por isto é mais plantada na margem direita, em Saint-Émilion.



Malbec

Uma antiga variedade que tem a sua origem na região de Cahors, na antiga província de Quercy, também é conhecida como Cot. Foi introduzida na região do Gironde no século XVIII, embora antes disso os vinhos escuros de Cahors eram algumas vezes utilizados para dar cor e estrutura aos vinhos mais delicados da região de Bordeaux.

Estudos recentes de DNA revelaram que a Malbec é resultado do cruzamento natural da Prunelard, uma antiga variedade da região de Tarn, e Magdaleine Noirs de Charente, mãe da Merlot, o que faz da Malbec uma meia-irmã da Merlot.

Trata-se de uma variedade vigorosa, com tendência à coulure e amadurecimento meio tardio. Produz vinhos escuros, estruturados, com aromas acentuados e cada vez mais reconhecidos como o Malbec Argentino que na sua terra natal, Cahors.

Se colhida antes do total amadurecimento notas herbáceas e taninos muito adstringentes podem ocorrer. Produz um vinho de meia estrutura, é muito escuro na cor e apresenta notas de ameixa, amora, anis, terra e chocolate.

Embora nativa do sudoeste francês, atualmente os Malbecs argentinos dominam o cenário porque a grande geada de 1956, em Bordeaux, causou uma grande perda destas vinhas que não foram mais replantadas.

Hoje os vinhedos franceses de Malbec estão localizados basicamente no sudoeste francês, região do Lot. O Cahors deve conter no mínimo 70% de Malbec e, mesmo aqui, há uma moderna tendência de se chamar a variedade por Malbec, em reconhecimento ao sucesso que os Malbecs argentinos têm feito, principalmente nos EUA.

A Malbec foi introduzida na Argentina em 1868, pelo engenheiro agrônomo francês Michel Pouget. Hoje ocupam 27000 ha, enquanto que na França 6000 ha.



Montepulciano

Embora o nome da variedade se refira à região de Montepulciano, na província de Siena, Toscana, sua origem mais provável é Abruzzo, no centro da Itália, mais precisamente na área de Torre de Passeri.

Como a Sangiovese é muito difundida em Montepulciano, Toscana, a Montepulciano tem sido frequentemente considerada sinônimo da Sangiovese, mas é contestado por exames ampelográficos e de DNA.

A Montepulciano é muito produtiva, amadurece tardiamente e possui boa resistência podridão cinza, botrytis, e ao míldio. É um cavalo de batalha, plantada em toda a Itália central e geralmente próxima a vinhedos de Sangiovese, que é a casta majoritária no Vino Nobile de Montepulciano - DOCG.

A melhor expressão da variedade está nos Montepulciano d’Abruzzo - DOC, Molise - DOC, sul da Puglia, Látio, Umbria e Toscana, embora ela se dê melhor em locais mais quentes mais ao sul. Raramente encontrada na parte norte do país porque como amadurece tardiamente pode se tornar excessivamente “verde” se colhida mais precocemente.
A Montepulciano quando completamente madura produz vinhos de cor intensa, com acidez moderada, teor alcoólico elevado, estruturado e com taninos maduros e robustos tornando-os ideais para cortes com vinhos mais macios.



Cabernet Franc

Foi introduzida no Rio Grande do Sul pela Estação Agronômica de Porto Alegre, por volta de 1900. Na década de 1920 já era cultivada comercialmente pelos irmãos maristas em Garibaldi. Sua grande difusão no Estado ocorreu nas décadas de 1970 e 1980, tornando-se a base dos vinhos finos tintos brasileiros nesse período. A partir daí, foi superada pelas Cabernet Sauvignon e Merlot nos novos plantios de uvas tintas finas.

Uma variedade fragrante, estruturada e que brilha nos cortes tanto em Bordeaux como no Vale do Loire.

A Cabernet Franc é sem sombra de dúvida uma das mais importantes e antigas variedades de Bordeaux, embora estudos recentes de DNA apontem para o País Basco, na Espanha, como seu local de origem. Estas análises mostraram relações de parentesco, pai-filho, da Cabernet Franc com duas variedades antigas bascas, a Morenoa e a Hondarribi Beltza.

A Cabernet Franc tem relação de parentesco com a Cabernet Sauvignon, Merlot e Carmenère e por ser muito antiga, não se conhece seus pais, é órfã.

Trata-se de uma variedade meio tardia, bastante vigorosa. Adequada a solos argilo-calcários e arenosos, sem estresse hídrico. Os cachos e as bagas são pequenos. Florece e amadurece antes que a Cabernet Sauvignon e depois da Merlot, assim, mais suscetível á coulure e de amadurecer totalmente.

Os vinhos produzidos pela Cabernet Franc são geralmente mais pálidos, leves, frescos, macios do que os produzidos com a Cabernet Sauvignon.

A Cabernet Franc é a sexta mais plantada de toda a França, em 2009, atrás da Carignan. No Vale do Loire encontra sua expressão máxima, embora em outras localidades é utilizada em cortes, com vinhos com predominância desta variedade.

A área plantada de Cabernet Franc em Bordeaux, em 2009, é a metade da área plantada de Merlot e cinco vezes menor que a Merlot. É mais popular na margem direita do Gironde que no Médoc e Graves porque é mais fácil de amadurecer naquela parte do que a Cabernet Sauvignon. Junto da Merlot faz os melhores vinhos de Saint-Émilion.

No sudoeste francês é bastante plantada sendo utilizada basicamente para suavizar variedades mais tânicas como a Tannat, Cabernet Sauvignon e Fer, como em Madiran.