VINHOS CATTACINI  
  Merlot Cattacini 2011  
  Peverella Cattacini 2014  
  Clos Cattacini - Gewurztraminer 2014  
  Espumante Rosé
Nature Cattacini 2015
 
  Barbæra - Barbera Cattacini 2015  
  Quíron - Chardonnay Cattacini 2015  
  Quíron 2017 - Ribolla Gialla - Fiano  
  Vale do Luar - Chenin Blanc Cattacini 2015  
  Azzul Cattacini - Espumante Extra-Brut  
  Clos Cattacini - Trebbiano Romagnolo 2014  
  Espumante Santiago
Extra-Brut
 
 
LINHA ZUIM

 
  Zuim Tinto 2013  
  Zuim Espumante Brut  
 
VINHOS PERSONALIZADOS

 
  Rosé La Sagrada Familia - Cattacini 2017  
  ABW - Cattacini - Ribolla Gialla - Fiano 2017  
     

 

Ribolla Gialla

Antiga variedade branca da fronteira da Itália (Friulli-Venezia Giulia) com a Eslovênia, conhecida desde o século XIII, quando aparece pela primeira vez em um contrato jurídico, no ano de 1289, no Friulli.

Existe a hipótese que seja um clone da Robola, originária da ilha grega de Cefalônia, integrante das Ilhas Jônicas, e levada para a região do Friulli, nordeste italiano, no início do século XIII, durante a Sereníssima República de Veneza.

A Ribolla Gialla e a, quase extinta, Ribolla Verde seriam dois clones da Robola.

Já a tinta Ribolla Nera, autóctone da região de Udine (Friulli) é conhecida como Schioppettino e não é uma mutação da Ribolla Gialla tampouco da Ribolla Verde.

Após o período da Filoxera, que devastou os vinhedos europeus, as replantações foram majoritariamente com variedades internacionais. Atualmente grande parte dos produtores italianos encontra-se num movimento de valorização de suas uvas nativas e dentre elas a Ribolla Gialla, devido às suas características únicas e porque a entendem como uma uva nativa: é difícil dizer que uma uva que tem crescido na mesma região desde o século 13 não seja considerada indígena.

A Ribolla Gialla é encontrada e se destaca tanto em Collio Goriziano quanto em Friuli Colli Orientali, as duas mais importantes DOCs da região de Friuli-Venezia Giulia, chegando ao outro lado da fronteira, já na Eslovênia, onde é chamada de Rebula. 

Nessas localidades são produzidos vinhos varietais, cortes com outras varidades, como a Pinot Grigio, Friulano e Malvasia Istriana, e também espumantes. Quem sabe não seria uma bela oportunidade para produzirmos algumas garrafas de espumante de Ribolla Gialla?

Seus vinhos são de leve a médio corpo, de uma acidez penetrante, com boa carga mineral (sílex), frutados, com destaque para os cítricos e notas de maça e pêssego, sem deixar de lado o belo floral. Uma bela experiência para quem aprecia brancos secos e com muita personalidade.

Várias são as formas como a Ribolla é conhecida:

  • Rebula (Eslovênia)

  • Ribuèle (Friulli)

  • Robola (Grécia)

  • Rabola

  • Rabiola

  • Rebolla

Mais recentemente, os produtores mais ambiciosos e inovadores têm produzido vinhos concentrados, com uma cor amarela profunda e com aromas ricos em frutos amarelos, às vezes nozes e minerais. Com maceração, fermentação e estágio em barricas de carvalho ou ânforas de barro são, os agora falados, vinhos laranjas.

Gravner um dos produtores de destaque produz um vinho com o nome de Anfora, já que é integralmente feito em ânforas de argila. Para muitos apreciadores Gravner é um verdadeiro ícone da vinificação, bem como um iconoclasta, para eles seus vinhos laranja são fascinantes como raras e preciosas joias.

Esta é uma nova forma de produção para tentar afirmar uma identidade eslava que foi sufocada por um entusiasmo indiscriminado por variedades internacionais.

Alguns produtores recomendados:

  • Friulli: Josko Gravner, Miani, Primosic, MatjaTersic e Le Vie di Zanio.

  • Eslovênia: Batic, Kabaj, Edi Simcic, Marjan Simcic e Scurek

No Napa Valley encontra-se, atualmente, em produção vinhos de Ribolla Gialla, de vários estilos.  



Fiano

A Fiano é uma variedade branca italiana cultivada principalmente na região da Campânia e na ilha da Sicília. Na Campânia apresenta sabor bastante forte e é particularmente notável em torno de Avellino, onde é produzido o vinho DOCG de Fiano di Avellino.

Fora da Itália, vários produtores de vinho australianos começaram a usar a uva. A produção parece estar em ascensão, embora o número de vinhas ainda é pequeno. Um local de produção está na região vinícola de Vale de McLaren, Vale do Sul, da Austrália. Mais recentemente, alguns vinicultores na Argentina estão produzindo Fiano no distrito de La Rioja, ao norte de Mendoza.

Pelo que saiba hoje no Brasil é produzido apenas um Fiano, batizado de Sfizio, pela vinícola Legado, localizada em Campo Largo (PR), nas proximidades de Curitiba: bem interessante!
Além de seus fortes sabores e aromas intensos, a videira de Fiano é notadamente viticultural pelos rendimentos relativamente baixos que produz.

Ampelógrafos e historiadores consideram Fiano uma "videira clássica" do sul da Itália que provavelmente tem suas origens na antiga viticultura romana e talvez possa ter sido mesmo cultivada pelos antigos gregos antes deles. 

A escritora Jancis Robinson observa que alguns historiadores especulam que a Fiano pode ter sido a uva atrás do vinho romano Apianum, que era produzido nas colinas acima de Avellino. O vinho era produzido por uma uva conhecida pelos romanos como vitis apiana, sendo apis o latim para as abelhas.

Ainda hoje as abelhas são fortemente atraídas pela polpa açucarada de uvas Fiano e são uma visão predominante nas vinhas em torno de Avellino.

Ainda hoje, o nome Apianum é permitido aparecer nos rótulos de vinho de Fiano di Avellino. 
As pequenas bagas de pele grossa de Fiano geralmente produzem muito pouco suco e, dada a propensão natural das vinhas para rendimentos baixos, podem fazer da Fiano uma variedade não lucrativa para o vinho. Foi por razões como esta que a Fiano enfrentou declínios significativos, na maior parte do século 19 e 20, já que muitos produtores optaram por outras variedades como a Trebbiano e a Sangiovese, que poderiam produzir maiores quantidades de vinho.

No entanto, nos últimos anos, a variedade tem desfrutado de um incremento de interesse em vinícolas do sul italiano, com o aumento dos investimentos, na modernização de técnicas de vinificação e de equipamentos, bem como um desejo de revitalizar variedades indígenas e clássicas.